Estamos em 2026, e o perfil do responsável mudou drasticamente. Portanto, já não estamos mais falando apenas da humanização dos pets, mas da integração digital total da saúde animal.
Para ele, o pet não é só um membro da família; é um filho cujos dados de saúde precisam estar tão acessíveis quanto o extrato no app do banco ou o rastreio de uma entrega do Mercado Livre.
Assim, se a sua clínica veterinária ainda depende do telefone tocando para agendar consultas, fichas de papel na recepção e follow-ups manuais, existe um abismo perigoso entre o serviço que você oferece e a expectativa do consumidor moderno.
Neste artigo, vamos dissecar a jornada desse novo perfil e entender onde a automação, a IA e a conectividade deixam de ser luxo para se tornarem uma questão de sobrevivência no mercado.
1. Pré-consulta: o fim do atrito e a era da onipresença
A jornada do responsável em 2026 começa muito antes de sua chegada na clínica. Na verdade, começa no celular, muitas vezes às 23h — quando a sua clínica já fechou. Cada vez mais, o consumidor brasileiro quer resolver a agenda sem ter que ligar. Ou seja, ele espera uma experiência frictionless (sem atrito).
- Agendamento online 24/7: ele quer saber quais são os horários livres e reservar na hora.
- Triagem por IA: antes de decidir se corre para o hospital, o consumidor interage com um chatbot inteligente (como as funcionalidades nativas do Pet.IA) para entender a gravidade dos sintomas.
Esse novo cenário é corroborado pelos estudos Otto Client Engagement Report 2025 e State of Online Veterinary Care 2025:
- Os agendamentos online aumentaram em 87% em comparação aos anos anteriores;
- Cerca de 37% a 40% desses agendamentos acontecem fora do horário comercial;
- 90% das consultas de telemedicina e triagem estão disponíveis em menos de 24 horas;
- 69% dos clientes têm interesse em cuidados remotos/digitais se isso significar acesso mais rápido.
2. Diagnóstico phygital (físico + digital)
Em 2026, a medicina veterinária é híbrida. O responsável conectado possui wearables (como coleiras inteligentes) que geram dados contínuos sobre o pet. Ele não quer apenas a opinião clínica; na verdade, deseja que o veterinário analise os dados que foram coletados em casa.
- Integração de Dados: o sistema da clínica precisa “conversar” com a coleira inteligente do cão, monitorando batimentos, sono e dor, por exemplo, e jogar isso no prontuário automaticamente.
- Transparência Radical: se o animal precisa de uma radiografia, o cliente espera ver a imagem no app dele quase instantaneamente — talvez até com explicações geradas por IA para traduzir o jargão técnico, tornando-o mais claro e acessível.
O relatório da Deep Market Insights (Pet Wearables Market Size, Top Companies & Share | 2030) avaliou o mercado global de wearables para pets em US$ 3.948 milhões (quase 4 bilhões de reais) em 2024. O estudo projeta, ainda, um crescimento anual (CAGR) de 15%, com o setor alcançando cerca de US$ 9 bilhões até 2030.
3. Internação: a “caixa de vidro” virtual
Um dos maiores pontos de dor é deixar o pet internado. A ansiedade da separação é real e intensa, e o consumidor, hoje, deseja atualizações em tempo real.
- Boletins automatizados: o sistema de gestão da clínica deve enviar atualizações automáticas (texto, foto ou vídeo curto) para o WhatsApp do cliente a cada mudança de turno ou procedimento realizado.
Alguns dados para ilustrar:
- A Pesquisa Radar Vet mapeou que 81% dos veterinários utilizam redes sociais ou apps de mensagens para interagir com clientes — sendo o WhatsApp a ferramenta preferida;
- O Relatório de Tendências Vetline Brasil 2025classifica os aplicativos de cuidados veterinários e dispositivos de monitoramento como itens que estão se tornando indispensáveis para esse novo perfil.
4. O pós-atendimento e a fidelização preditiva
A consulta acabou, mas a jornada não — e é aqui que a maioria das clínicas perde dinheiro (receita recorrente). O responsável pelo animal tem uma vida corrida e tende a terceirizar a memória da saúde do pet para a clínica.
- Gestão proativa: o novo cliente quer que a clínica lembre ele, agende e, se possível, já tenha o pagamento automatizado por meio de assinatura (planos de saúde e de bem-estar, por exemplo).
Conclusão: De tratar doenças para gerir dados de vida
A grande virada de chave para 2026 é que a clínica veterinária deixa de ser apenas um hospital e se torne um hub de dados de saúde. O responsável conectado não adquire apenas uma consulta; ele quer conveniência, personalização e paz de espírito com base em dados. E as ferramentas para isso, desde a transcrição automática de consultas até a análise genômica, já existem.
Imagine esses cenários em sua clínica:
- A IA faz uma pré-anamnese. Quando o animal chega à recepção, o veterinário já leu o resumo gerado pela IA. Para o consumidor, o pensamento é “Eles já me conhecem, estou em boas mãos”.
- O veterinário sabe que a IA analisou 5.000 casos semelhantes — e sugerirá o tratamento adequado.
- Além disso, ele pode cruzar essas informações com os dados do wearable do pet, gerando uma autoridade inquestionável.
- Sua clínica pode enviar um push para o celular do consumidor, relatando, por exemplo, que o pet acabou de acordar da anestesia, comeu bem e está estável — além de enviar uma foto do animal. Isso fideliza mais do que qualquer campanha de marketing.
Vamos conversar sobre essa jornada de tecnologia com um especialista do Pet.IA?