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A cena é clássica na rotina clínica: chega dezembro e a recepção fica lotada de tutores ansiosos solicitando atestados de saúde de última hora para atender à regulamentação sanitária para o companheiro(a) poder viajar com a família. Muitas vezes, o foco fica apenas na burocracia do “papel assinado”.

E que tal ir além do atestado de saúde e viajar com a turma para cuidar do pet! O que?  Calma, estamos falando do uso da tecnologia e da medicina preventiva tornando você um parceiro indispensável nas férias dos seus tutores.

Para o médico veterinário moderno, a viagem de férias do paciente não precisa ser apenas um trâmite burocrático, é uma oportunidade de ouro para fidelização e para exercer uma medicina preventiva de alto nível.

Neste artigo, vamos explorar como você pode usar a tecnologia — da teleorientação ao prontuário digital — para oferecer uma “Consultoria de Viagem” completa, garantindo a segurança do paciente e a tranquilidade da família.

Cinco dicas para sua clínica ter férias animais!!

1. A Segurança do Prontuário na Palma da Mão

O maior medo de um tutor ao viajar é: “E se acontecer alguma coisa longe de casa?”.

Se o paciente tiver uma emergência a 500 km da sua clínica, o veterinário local que fará o atendimento precisará de informações rápidas e precisas. Se você tem o prontuário preciso, atualizado, acessível, ao utilizar uma plataforma como o Pet.IA, você garante que:

  • O histórico viaje com o Pet: Em caso de emergência, você acessa rapidamente, e de onde você estiver, o histórico de a alergias, medicações em uso e condições de saúde.
  • Agilidade no Socorro: A informação acessível pode ser a diferença entre um diagnóstico rápido e um procedimento arriscado por falta de dados.

Dica Prática: Durante a consulta pré-viagem, dê ao tutor a possibilidade de consulta-lo remotamente. Isso tangibiliza o valor do seu serviço digital.

2. Telemedicina e Teleorientação: O “Anjo da Guarda” na Estrada

Com a regulamentação da Telemedicina Veterinária (Resolução nº 1465 do CFMV), você pode oferecer um suporte diferenciado para pacientes que já possuem RPE (Relação Prévia Veterinário-Animal-Responsável).

Oferecer um pacote de “Suporte de Viagem” via telemonitoramento ou teleorientação é um diferencial imenso:

  • Triagem Eficiente: O cão vomitou na estrada ou comeu algo estranho na praia? Uma teleorientação rápida pode acalmar o tutor ou indicar a necessidade imediata de procurar um hospital local.
  • Acompanhamento de Crônicos: Para pacientes diabéticos, renais ou cardiopatas, o monitoramento à distância garante que a mudança de rotina não desestabilize o quadro.

Vender a segurança de que “o doutor está a uma telechamada de distância” fortalece o vínculo de confiança como poucas outras ações.

3. Protocolos Personalizados por Destino (Consultoria Preventiva)

O “Atestado de Saúde” deve ser apenas a consequência de uma consulta preventiva robusta. Diferencie seu atendimento criando protocolos baseados no destino da viagem:

  • Destino Litoral (Praia): Reforce a prevenção rigorosa contra a Dirofilariose (verme do coração) e dermatopatias causadas pela água do mar e areia. É o momento de vender preventivos orais ou tópicos de longa duração.
  • Destino Campo/Sítio: O foco muda para ectoparasitas (carrapatos/pulgas) e prevenção contra Leishmaniose (coleiras repelentes). Vale também a orientação sobre acidentes ofídicos e contato com animais silvestres.
  • O Trajeto: Avalie a necessidade de manejo para cinetose (enjoo) ou ansiedade de transporte. O bem-estar no carro ou avião faz parte da experiência de férias.

4. Gestão e Marketing: Antecipe-se ao Tutor

Não espere o cliente ligar um dia antes da viagem. Use as ferramentas de gestão do seu sistema para filtrar clientes que costumam viajar ou que estão com vacinas vencendo nos próximos 45 dias.

  • Disparos Automáticos: Envie lembretes educativos: “Vai viajar com o Rex? Lembre-se que as vacinas precisam ser aplicadas com antecedência para garantir a imunidade e o embarque.”
  • Check-list de Documentos: Envie por e-mail ou WhatsApp um guia simples sobre a diferença entre Carteirinha, Atestado de Saúde e CVI (para viagens internacionais), posicionando sua clínica como fonte de informação.

5. O Pós-Viagem: O Retorno é Importante

Poucas clínicas exploram o “pós-férias”. Crie um protocolo de retorno para 30 dias após a viagem.

  • Se o animal foi para área endêmica, por exemplo, de Leishmaniose ou Erliquiose, um teste rápido ou sorologia de controle é uma medida de segurança vital.
  • Isso gera uma nova oportunidade de consulta e demonstra um cuidado genuíno com a saúde do paciente a longo prazo.

Conclusão

Transformar a consulta de viagem em uma experiência completa de cuidado é bom para o tutor, que viaja tranquilo; vital para o pet, que vai protegido; e excelente para a clínica, que fideliza e valoriza sua hora técnica.

O uso de ferramentas como o prontuário digital e a telemedicina, disponíveis em aplicativos como o Pet.IA, passou a ser fundamental para que a clínica se diferencie e cresça de forma sustentável.